José Pereira Espíndola

 

Mérito Pessoa de Ação

14/02/2011

 

 

 

Primeiramente, como diretor da ACIUB, ajudou a implantar o distrito industrial. Nesta época, empresários se recusavam a vir para Uberlândia, porque havia o racionamento de água, a qual inda era poluída, captada dos córregos São Pedro e Lagoinha.

Assim, Espíndola projetou a captação do rio Uberabinha, com a solução mais econômica de aproveitar a energia hidráulica da cachoeira com turbinas hidráulicas, para enviar a água para a cidade. Além disso, a elaboração deste projeto não custou nada para o município.

A pedido da ACIUB, o prefeito Renato de Freitas convidou Espíndola para ser o secretário de obras do município, o que ele aceitou.

Ainda assim, se importados de São Paulo, os 6 conjuntos de turbina utilizados custariam seiscentos milhões de cruzeiros. Porém, Espíndola, que era dono de uma fábrica de turbinas e de tubos, a HEFPEL, a vendeu para seus funcionários por baixo preço e à prestações, exigindo fabricar as turbinas, sem visar lucros, por cento e vinte milhões.

Também visando a economia, montou uma fábrica de tubos para o DMAE, que fabricou os tubos da adutora com preço 4 vezes menor que, por exemplo, a prefeitura de Contagem na época. Foram fabricadas também as comportas e equipamentos para o tratamento de água.

Renato de Freitas insistiu em empreitar a montagem de treze quilômetros de adutora. Quando aberta a concorrência pelo menor preço, o mais baixo encontrado foi de novecentos e oitenta milhões de cruzeiros, com empréstimos das máquinas do DMAE. Espíndola contestou o altíssimo preço e Renato afirmou que o preço oferecido pelas 3 firmas eram semelhante. Então, este propôs empreitar a obra para Espíndola por oitocentos milhões e que ele deixaria a secretaria de obras, mas continuaria o trabalho de orientar as obras.

Espíndola recusou, pois, dessa forma, enriqueceria, já que não iria gastar mais do que cem milhões para tal obra e também porque faltaria dinheiro para a distribuição da água para os bairros posteriormente.

Por fim, com o processo de montagem da obra feito pelo DMAE, as despesas foram de cinqüenta e seis milhões.

Buscando sempre aplicar soluções mais econômicas e a fabricação das equipamentos sendo realizada na cidade de Uberlândia, foi possível inaugurar o sistema de captação e tratamento de água do rio Uberabinha na cachoeira da Sucupira em agosto de 1970, sem nenhuma ajuda externa.

Espíndola também elaborou o projeto do anel hidráulico em torno da cidade para abastecer melhor os bairros. Ainda, projetou e construiu traze grandes reservatórios de 5.5 e 6 milhões de litros em aço, o que dispensou as caríssimas fundações, isso tudo com equipes do DMAE.

Além disso, enquanto a construção feita com concreto em Campinas custou um milhão e duzentos mil dólares, a feita pelo DMAE custou somente cento e sessenta mil dólares.

Outro importante projeto de Espíndola, foi a construção de uma grande barragem e montagem da cachoeira do rio Bom Jardim, novecentos metros de canal e a montagem de cinco turbinas hidráulicas, que levam água para a cidade sem gasto de energia da CEMIG, idêntico ao sistema aplicado na cachoeira da Sucupira.

Também desenvolveu um sistema de floculação e filtros de baixo custo para o tratamento de água, criou reatores e filtros de baixo custo para o tratamento de esgoto e idealizou e projetou a eclusa do Praia Clube.

Como vice-prefeito, de 1973 à 1976, recusou o salário do referido cargo, pois acreditava ter poucas obrigações. No entanto, dedicou boa parte de seu tempo ao distrito industrial, com serviços de tratamento de água, esgoto e terraplanagem, para a implementação de industrias como Souza Cruz, Daiwa, Coca-cola, White Martins, etc., como também em projetos para o DMAE.

Espíndola teve várias oportunidades em que poderia ter sido ganancioso, mas seu idealismo, honestidade e vontade de pensar em grandes obras para aprimorar Uberlândia foram muito maiores.