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 07-01-2011
Administrar o tempo, cuidando da alma


 

Dia destes, sentada com amigos a mesa de um restaurante onde estávamos com atividades diferentes, os objetivos eram os mesmos. Como fazer mais e melhor o que me proponho a fazer. Costumo dizer que em 101% dos relacionamentos você e eu precisamos encontrar 1% no que concordamos os outros 100% é esforçar-se para dar certo. O empenhar-se nas relações. Só que para conseguirmos isto precisamos desenvolver habilidades de alimentar a nossa alma pelo desejo de contribuir, de concentrar, a atenção em algo fora de nós mesmos.

Este tipo de crescimento se dá quando reconhecemos uma grande necessidade externa a nós mesmos. E para podermos responder eficazmente a esta necessidade, descobrimos que precisamos mergulhar dentro de nós mesmos e alimentar e desenvolver nossa alma. Ai começa um processo bonito. Quando respondemos com a alma, nós nos tornamos pessoas extremamente empáticas e sensíveis, temos paciência e uma percepção aguda da realidade e das necessidades do outro. A outra pessoa começa a perceber a visão que temos da suas potencialidades e nós reafirmamos sua bondade, seu potencial. É neste momento que se inicia, tanto para ela quanto para nós, um processo de crescimento que vem de dentro para fora. Por isso uma pessoa pode ser uma ilha de excelência num mar de mediocridade e, sozinha, conseguir transformar o mar inteiro. Uma pessoa pode sozinha, interromper a transmissão de tendências ruins de uma geração para outra. Por exemplo, alguém que sofreu maus tratos quando criança não precisa repetir o mesmo comportamento e maltratar um filho seu, porque houve regeneração da alma.

Esta regeneração se dá quando fazemos uso de quatro "poderes" que todos nós temos. A primeira delas é auto-percepção - que é a capacidade de examinar a nossa própria vida, de vê-la com distanciamento e de estudar o conteúdo que trazemos dentro de nós. O segundo é o nosso poder de imaginação, nossa visão de como podemos criar uma situação melhor para as pessoas, para nós mesmos e para a sociedade que convivemos. O terceiro poder é a nossa consciência, que é um profundo sentido moral do que é certo e do que é errado. E finalmente, nós temos vontade própria, que podemos exercer para agir sobre os outros poderes. Quando estes quatro "poderes" são exercitados com regularidade, é que a nossa alma se aprofunda em nosso desenvolvimento e começamos a sair de nós mesmos para influenciar outras pessoas. A pessoa que escolhe este caminho é, literalmente, um catalisador da mudança. São nossas alavancas, porque elas são como a pequena peça que move o leme, que, por sua vez, move o grande barco. Uma pessoa com uma alma assim pode fazer uma diferença enorme em qualquer ambiente por onde transita. Vejamos o exemplo de Nelson Mandela pela África do Sul, vinte e sete anos de prisão, perdoou o processo e se tornou um homem carismático e moderno. No meu ponto de vista ele é um segundo Gandhi. Pergunto; pessoas assim, inspiram o Gandhi que existe em nós?

Você já pensou nisto? Isto não é irrealidade é uma questão de querer, de treinar-se e conseqüentemente atrair. É muito trabalho, mas vale à pena. Sabe onde podemos iniciar? Onde quer que esteja! Eu acredito que o trabalho mais significativo que podemos fazer em nossas vidas é feito dentro das quatro paredes do nosso lar. Todas as mães e todos os pais, sejam quais forem suas atividades na vida, podem fazer a mais significativa das contribuições imprimindo na alma dos seus filhos o espírito de solidariedade, de forma que as crianças cresçam comprometidas com o ideal de fazer a diferença onde estiverem.

No meu ponto de vista, a chave é a educação da consciência. Uma maneira de fazer isso é estudar com devoção as escrituras. O acordar mais cedo para estar sozinho, para ter o que eu chamo de uma vitória pessoal, um momento de claro entendimento da razão de ser da nossa vida e depois colocar em pratica a palavra aprendida, colocando um plano de ações no nosso dia a dia.

Ajudar nossos filhos com seus deveres de casa. Assistir as suas partidas de futebol, basquete, tênis, enfim passar um tempo com eles. Ouvi-los. Nós vivemos num mundo apressado, onde o sucesso instantâneo é a ordem do dia. Cria-se em todos um sentimento de urgência, e nós com preferência, ficamos como que viciados em viver intensamente e sob constante pressão. Há muita coisa em nossa vida que parece urgente, mas que, na realidade, não é se quer importante.

Em nosso treinamento Challenge Yourself®, utilizamos uma formula fantástica para criarmos e concluirmos nossos objetivos chama-se: P R E M A:

Possível

Relevante

Específica

Mensurável

Adequada

Devemos nos perguntar:

É possível realizar dentro do tempo que possuo? Tem peso, tem importância para mim? Esta específico o que desejo? Vou poder medir meu desempenho? Finalmente, está adequado em meu propósito? Se conseguirmos responder a estas perguntas com sim, pode-se ir em frente e com isto, teremos mais foco em nossas prioridades.

Acredito que quando nós desenvolvemos as áreas importantes de nossas vidas, esta sensação de urgência perde cada vez mais o poder de nos dominar, e sentimos que a nossa vida tem muito mais sentido e direção. Entre as coisas que são realmente importantes, incluem-se construir relacionamentos, ajudar as outras pessoas a desenvolverem suas potencialidades, prosseguir um ideal e alimentar a alma. Costumo chamar o processo de desenvolver estas importantes áreas de nossas vidas de "afiar as garras", e ele é feito de quatro planos: o físico, o mental, o social e o espiritual. Concentrarmos nestes quatro planos iremos com o passar do tempo, permitir que nós percebamos quantas coisas em nossa vida é irrelevante e a quantas coisas nós podemos dizer não.

A transição por que temos que passar para sermos capazes de enfatizar o importante em detrimento do urgente é um processo difícil. As pessoas parecem ter crises de abstinência quando se afastam da pressão. No entanto quando nós passamos a nos concentrar no que é importante e não no que é urgente, os benefícios são de fato imensos e gratificantes. Se as pessoas com quem nós trabalhamos também começam a adotar esta maneira de pensar, em pouco tempo elas estarão conversando sobre isso com outras pessoas interessadas, a começarem por suas famílias, depois grupos de trabalho, e assim por diante. Vimos e instituímos em organizações empresariais inteiras adotarem esse modo de pensar, criando efeito "corrente do bem". Administrar o tempo e com isto minimizando conflitos.

Na verdade, há benefícios reais para o mercado econômico a serem conquistados através deste processo. Os frutos pragmáticos já estão se tornando cada vez mais óbvios. A principal razão disso creio eu, é que não se pode sobreviver numa economia global com baixa qualidade - E não se pode produzir alta qualidade a menos que se tenha um alto grau de confiança. É impossível manter um alto grau de confiança a menos que as pessoas que fazem parte daquela cultura sejam dignas da mais profunda confiança. Estimular as pessoas a se concentrarem em alimentar a alma da organização faz nascer este tipo de relacionamento profundo de caráter. Lembrando que; tudo é movido por valores e por esta verdade: a humildade, porque ela é a mãe de todas as virtudes. Quando somos humildes, aceitamos que existem certos princípios externos que nós temos de nos aliar. Cada pessoa não é uma lei de si mesma. Essas leis são universais, abarcam culturas, religiões e nacionalidades. Quando cultivamos estes princípios dentro de nós, desenvolvemos a ética da solidariedade, cresce em nós o desejo de fazer a diferença, de ajudar os destituídos e os deficientes.

O ideal é infinitivamente maior que a bagagem. Temos dentro de nós capacidade e potencial imensos para realizar este ideal e eclipsar a bagagem. Não podemos pensar pequeno. Temos que pensar em contribuir externamente, sair do nosso "quadrado" e assim com estas ações transformaremos e curaremos as pessoas. Temos dentro de nós uma estrutura que nos sustenta como uma pequena família: A mãe desta família é a humildade, que diz: "Eu não estou no comando, tenho princípios reguladores a obedecer". O pai da família é a coragem, porque é preciso grande coragem para superar as profundas cicatrizes que foram marcadas em nossa própria natureza, e para superar forças sociais que se chocam com os princípios reguladores. O fruto desta união se chama integridade, este é o ponto. Exatamente onde nossa alma se enraíza. Por fim, esta família tem dois netos. O primeiro é a sabedoria que permite que vejamos o quadro maior, como as coisas que se relacionam uma com as outras. O segundo é a mentalidade da abundância, que nos diz que nossa segurança vem de dentro, não de fora, e que a vida dispõe de infinitos recursos.

Portanto, servir aos outros, abre sua alma! Transferir nossa atenção das atordoantes e confusas mensagens que vem de fora para as claras diretrizes que vem de dentro. Enquanto houver este equilíbrio entre interno e externo, nossa alma estará sendo alimentada, e nós poderemos viver uma vida dedicada a servir. Se servir as pessoas abre nossa alma. Temos ai, o renovo! Vamos apostar neste novo pensar?

Célia Penatti

 



 
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