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 02-07-2010
AMANDO E MUDANDO


 

Nos últimos tempos, observamos com frequência o inadvertido uso das expressões estresse, ansiedade e depressão como se simplesmente todas as pessoas fossem ou quisessem ser portadoras desses males. Muitas vezes só para chamar a atenção e receber carinho.

 

Observe e pense um pouco a respeito dessas três ideias:

 

•§  Estresse: sofrer por aquilo que não está em nossas mãos;

•§  Ansiedade: confusão entre o tempo dos homens e o tempo de Deus.

•§  Depressão: sentir saudade de si mesmo;

 

Preste atenção: Nessa vida ou se assume o papel de vítima dos problemas, reclamando de tudo que venha a acontecer, ou se busca aprender com as varáveis de cada novo dia passando-se a ter a possibilidade do despertar das próprias capacidades e o consequente autoconhecimento.

Questione-se até que ponto você pretende ser consequência dos demandados a sua volta ou aprender e se refazer a cada nova oportunidade. Recomendo irmos cantando como Gonzaguinha: "Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz".

Dica: Rompamos com o nosso QRM (Quociente de Relutância a Mudanças). Sabe por quê? Porque viver é desenhar sem borracha! Afinal, cada um de nós, deve alcançar nossa própria salvação pessoal. Sem dúvida, podemos ajudar uns aos outros a encontrar o significado da vida, mas em última análise, a pessoa, em sua individualidade, é responsável por viver sua vida e por encontrar-se de verdade. Se nós persistimos em transferir nossas responsabilidades para outras pessoas, fracassaremos na descoberta do significado da nossa existência. Como disse Thomaz Merton: "Você não pode dizer-me quem sou, e nem eu posso dizer-lhe quem você é. Se você desconhece a própria identidade, quem irá identificá-la?"

Agora, de uma coisa eu tenho certeza: não dá mais para aceitarmos a existência de homens e mulheres do estilo "Gabriela" (Cravo e Canela de Jorge Amado, que cantava "eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim"). De fato, muito mais do que o simples direito de errar, temos a capacidade e até obrigação de aprendermos com esses erros, como seres imperfeitos que somos. Entretanto, o convívio com pessoas e meios diferentes, bem como as experiências negativas, quer profissionais ou pessoais precisam ser assimiladas, pois depois de somadas ao nosso cartel de conhecimento e emoções, nos tornamos mais aptos a enfrentar os novos desafios. A principal característica de nossa personalidade, justamente, é a de sermos mutáveis e acumuladores, ou seja, sempre mudando a partir de novos estímulos ou oportunidades, porém jamais apagando as experiências anteriores, que mesmo quando recheadas de fracassos, são úteis e necessárias como advertência.

Observe que apesar do conhecimento não garantir a nossa felicidade, ele precisa continuar a ser incessantemente buscado e utilizado como ferramenta, nessas inevitáveis transformações do mundo. Como certa vez, Raul Seixas, cantou gritando "para o mundo que eu quero descer...".

É incrível como muitas vezes nos pegamos repetindo esse mesmo discurso covarde, principalmente por não admitirmos que as coisas só podem acontecer quando nos mexemos, nos esquivando assim, de preconceitos que via de regra são paralisantes.

Não se pode parar o mundo, mas também não podemos deixar que os outros nos levem de qualquer jeito para um lugar qualquer. Pois, para que seja possível nos reconhecermos como membro integrado em nossas comunidades é necessário nos impor logicamente depois de termos desvendado nossas verdadeiras propostas de mudança, dentro desse mundo que tanto sonhamos.

Outro exemplo disso é como na maioria dos esportes coletivos, onde a preocupação da defesa com o ataque é tão marcante que alguns jogadores erram por tentar antecipar as jogadas de forma repentina e às vezes irresponsável. Por outro lado em uma partida de xadrez, por mais que os grandes mestres sejam astutos na programação de seus lances futuros, só se mexe uma peça de cada vez, e mesmo assim somente após ter analisado a atitude do adversário. Cada lance no jogo possui uma forma e uma hora certa, fazendo com que muitas vezes valha a pena perder algumas peças para proteger o rei, buscando assim a vitória final.

Logo, mudanças são necessárias toda vez que por alguma razão nos sintamos incomodados por aquilo que vem de fora. Às vezes, uma dose de indignação torna-se urgente, além de salutar na medida em que desperta essa busca por mudanças, nunca se esquecendo que elas exigem conhecimento, tomada de decisão, escolha da hora e das palavras certas.

Portanto, minha proposta é: ser mais um a te incomodar em sua busca, geralmente esquecida, de uma vida mais aprazível e cheia de dignidade.

Neste mês de Junho que comemoramos o dia dos namorados, proponho: enamore-se de você. Se ame, tenha paciência consigo mesmo e lute por sua felicidade. Admire-se! Contemple-se! Corrija-se e siga em frente.

 Viva na plenitude do seu momento do agora. O resto é ilusão, sabe por quê? Aquilo que você e eu nos tornamos, influencia diretamente naquilo que recebemos. Acredite nos resultados. A pergunta mais importante sobre o nosso trabalho não deveria ser "o que eu estou conseguindo?", mas em vez disso "o que eu estou me tornando?"

E lembre-se, algumas coisas só podem acontecer através do tempo. Elas apenas acontecem; o tempo as transporta.

Desse modo, penso que William James foi muito feliz quando disse:

 "A maior descoberta de minha geração foi a de que o ser humano pode alterar sua vida, alterando sua mente". Por fim, acrescento que esses dizeres não caíram de moda. Mude a marcha, visualize o horizonte e veja você mesmo a beleza que a vida lhe oferece.

 

Fale comigo: contato@celiapenatti.com



 
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