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 02-07-2010
A grande arte de decifrar pessoas


 

"Não consigo acreditar que não enxerguei os sinais.

Estavam todos ali na minha frente! Como pude ser tão cega?

                Todos nós já dissemos algo parecido, provavelmente com mais freqüência que gostaríamos de admitir. Revisamos o passado depois de haver enganado a respeito das intenções, da lealdade ou do bom senso de quem quer que seja. Normalmente, observamos os erros que cometemos com uma visão aguçada. Por quê, então, depois de termos vivido e revivido nossos erros, não aprendemos com eles?

                Se entender as pessoas fosse como dirigir um carro, seríamos capazes de reconhecer nossos pontos fracos e de melhorar nosso desempenho a cada tentativa. Isso acontece raramente com os relacionamentos. Ao contrário, interagimos com nossos amigos, colegas e companheiros do mesmo jeito antigo, esperando obstinadamente que seja melhor desta vez.

                Graças às habilidades de interpretar as pessoas, que adquiri no decorrer dos anos, penso que deveria ter mais facilidade para tomar decisões na minha vida pessoal. Por exemplo: quem eu permito que se torne íntimo e o que espero da pessoa depois disso, entretanto, por muitos anos, não consegui aplicar na minha vida pessoal as habilidades obtidas em meu trabalho.

                Talvez eu tivesse que atingir um ponto de saturação de dor e desilusão em alguns dos meus relacionamentos pessoais antes de estar disposta a analisar meus erros e a fazer com que minha experiência profissional trabalhasse para mim.

                Quando finalmente resolvi levar esta prática para a vida pessoal, fazia sentido começar comparando o hospital onde trabalho com o mundo fora dele. Estava determinada a descobrir o que eu fazia no hospital que me tornava capaz de decifrar as pessoas, naquele lugar com tanta precisão e consistência. Pensei que poderia ser capaz de reduzir essa descoberta a um conjunto de itens básicos para aproximar-me das pessoas, que funcionasse em qualquer lugar.

                Um dia falei com meus colegas sobre a grande diferença entre os resultados obtidos com minhas percepções das pessoas, no trabalho e fora dele, e descobri que não era a única. Muitos dos melhores advogados, médicos, instrutores e gerentes que conhecia confessaram que, embora tivessem grande sucesso ao atender as pessoas nos tribunais, nos consultórios, nas salas de aula ou nas empresas, não conseguiam ter resultados muito melhores que a média das pessoas do resto do tempo. Por quê?

                Finalmente cheguei as conclusões que me levaram aos pontos-chaves do "estar pronto para atender" a base para a compreensão de pessoas e para prever seus comportamentos.

                A primeira coisa que descobri foi que a "atitude é um ponto crítico". Na sala de aula, no hospital, eu estava pronta para me concentrar totalmente nas pessoas que encontrava. Tinha uma atitude muito diferente na minha vida pessoal.

                O fato é que nós temos que estar "prontos" para atender as pessoas ou todas as pistas do mundo de nada nos servirão.

                Devemos desenvolver uma visão clara, ser observadores, cuidados e objetivos dentro do drama emocional e subjetivo que é a nossa vida cotidiana. Que tal dominarmos as habilidades a seguir para sermos melhores decifradores de pessoas?

 

                Passe mais tempo com as pessoas. Este é o melhor modo de aprender e atende-las;

                Pare, olhe e ouça. Não existem substitutos para a paciência e a atenção;

                Aprenda a revelar algo de si mesmo. Nós precisamos nos abrir primeiro para conseguir que os outros se abram;

                Saiba o que você está procurando. Há uma boa chance de se desapontar, a menos que saiba o que deseja da outra pessoa;

                Treine a ser objetivo. A objetividade é essencial para decifrar as pessoas, mas é a habilidade que temos mais dificuldade em desenvolver, dentre essas sete;

                Comece do início, sem desvios, nem preconceitos, evitando a crítica;

                Tome uma decisão e depois haja.

 

                A menos que tenha vivido isolado numa ilha deserta nos últimos 50 anos, você notou que o mundo mudou. Entender pessoas sempre foi um dos maiores desafios da vida, mas as mudanças sociais e a explosão tecnológica das últimas décadas tornaram-no ainda mais difícil.

                Hoje, muitos de nós não temos vínculos íntimos ou contatos cotidianos nem mesmo com as pessoas mais importantes de nossas vidas. Estamos distantes e temos dificuldades em entender as pessoas. Precisamos praticar algumas habilidades para retê-las. Sei que é difícil, porém, não é impossível, mesmo sabendo que vivemos numa sociedade globalizada.

                Nós estamos em contato com as pessoas do outro lado da cidade, do outro lado do país, ou até mesmo do outro lado do mundo. Mas nossos contatos normalmente não são pessoais.

                Os mesmos avanços tecnológicos que nos permitem um acesso tão extraordinário aos outros cobram um preço, fizeram com que as conversas cara a cara passassem a ser relativamente raras.

                Por que se reunir pessoalmente com um cliente se você pode ligar para ele? Por que ter uma conversa verdadeira com sua mãe se você pode deixar uma mensagem na secretária eletrônica dela, ou escrever-lhe um bilhete? Por que ligar para um amigo se você pode enviar um e-mail ou um fax? Qual é a diferença, desde que a mensagem seja transmitida? A maioria de nós já ligou para alguém, "esperando" deixar uma mensagem, e ficou "desapontado" quando a pessoa atendeu ao telefone.

                Alguns de nós até nos afastamos completamente, recorrendo a secretárias, filhos, esposas ou amigos para estabelecerem comunicação por nós. Ou nos instalamos no ciberespaço, nos reunindo, fazendo negócios, as vezes até namorando, tudo baseado na palavra estéril e gerada eletronicamente, sem o benefício de ver a pessoa ou de falar com ela.

                As formas de comunicação são todas iguais, mas você tem várias opções. Exemplo: se quiser pedir um favor ao seu colega Marcos, pode ir até a sala dele e falar-lhe pessoalmente, nesse caso conseguirá julgar apuradamente, a resposta, talvez ele diga sim alegremente. Ou ent/ao ele pode dizer sim e ao mesmo tempo se retrair ou pode dizer não e mostrar claramente suas reservas.

 

                "Vamos romper com o medo, porque ele nos impede de sermos felizes, porque só assim cumpriremos o dever de estar neste planeta terra."

 

                Existe uma possibilidade quase infinita de reações que eu posso ver se estiver na sala com ele. Bem, se em vez disso telefonar para o Marcos, poderei perceber alguns dos seus sentimentos em sua voz, mas posso perder os subtons mais sutis e não terei nenhuma pista visual.

                Se nós mandarmos e-mails um para o outro anulando efetivamente quase todo contato humano, eu terei apenas os fatos. E se eu simplesmente pedir a outra pessoa que fale por mim? Ainda pior, a maioria de nós evita intencionalmente as conversas significativas com qualquer pessoa que não seja parente ou amigo íntimo. Quando nos encontramos, preferimos dizer aquilo que é esperado ou "politicamente correto" em vez de dizer o que acreditamos realmente.

                A revelação pessoal é difícil para a maioria das pessoas, aquelas que confessam os segredos mais íntimos nos talk-shows da tarde são a exceção, não é regra.

                Os motivos pelos quais não gostamos de nos expor poderiam encher um livro mas, sem dúvida, o aspecto tenso e desconfiado da vida urbana é um deles. As pessoas que vivem nas cidades grandes são ensinadas, desde criança, a desconfiar dos estranhos. E esse conceito é reforçado todas as noites pelos noticiários.

                Os moradores das grandes cidades frequentemente voltam de uma visita a uma cidade pequena maravilhados pelo modo como foram tratados. Em vez dos olhares enviesados com que estamos acostumados, foram acolhidos amigavelmente. Um "Oi, como vai?" Dito por pessoas que realmente querem saber.

                Esse nível de comunicação espontânea e confiante é que desejo que tenhamos. Usemos nossas habilidades sociais que precisamos e sabemos que não usamos como deveríamos. Evitemos o atrofiamento das relações por falta de exercício. Sejamos mais amigáveis, fazendo para o outro o que gostaria que lhe fizessem. Saiamos da nossa zona de conforto.

                Agindo  assim seremos pessoas mais felizes. Busquemos a transformação humana que está dentro de você e de mim. Vamos romper com o medo, porque ele nos impede de sermos felizes, porque só assim cumpriremos o dever de estar neste planeta terra.

Célia Penatti



 
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